Confira também a página "Fale conosco" para conhecer as casas presentes em cada estado.
Ao longo dos anos, desde a ocupação a Tina Martins, que foi a primeira, nosso Movimento já organizou mais de 30 ocupações, mas várias delas foram rebatizadas mais de uma vez, como foi o caso da ocupação Helenira Preta, Rose Nunes e Damaris Lucena. Por isso o nome das mulheres é menor em quantidade do que as ocupações que já fizemos.
Muitas outras virão! Mulheres de luta não nos faltam para inspirar, homenagear e torná-las conhecidas.
Suzano/SP em NOV/24
Foi uma importante guerrilheira das Ligas Camponesas. Desde 1955, exerceu cargos de liderança na Liga Camponesa do Engenho Galileia e, posteriormente, nas Ligas de Pernambuco, contribuindo na formação político-ideológica contra os latifundiários da região e, posteriormente, contra os militares da Ditadura Militar. A guerrilheira conheceu figuras históricas como Fidel e Che, em especial durante seu exílio em 1963.
São Caetano do Sul/SP em NOV/24
Foi uma operária negra que fez parte da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), organização que lutou contra a ditadura militar fascista no Brasil. De acordo com sua biografia no Memorial da Resistência, Alceri se filiou ao Sindicato dos Metalúrgicos e iniciou sua militância operária quando começou a trabalhar na fábrica Michelletto, em Canoas (RS).
Rio de Janeiro/RJ em MAR/22
No Rio de Janeiro, formou-se advogada e envolveu-se de vez nas lutas políticas e feministas. Presidiu o Sindicato dos Datilógrafos e Taquígrafos. Como representante classista, acabou sendo indicada, em 1933, como delegada na votação que escolheu os integrantes da Assembleia Nacional que elaboraria uma nova Constituição para o Brasil.
Natal/RN em NOV/23
Em 1972, Anatalia foi sequestrada por agentes do Destacamento de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI), em Recife. Durante o tempo em que ficou presa, ela sofreu diversos tipos de torturas, espancamentos e violência sexual. As torturas seguiram covardemente por mais de 30 dias, até a sua morte, em 22 de janeiro de 1973, quando o Departamento de Ordem Política e Social (DOPS) forjou o laudo de sua morte.
Florianópolis/SC em MAR/22
Sua trajetória de vida, sempre combativa e lutando por uma sociedade mais igualitária, fez com que ela se tornasse referência e inspiração ao longo de todo o país. Foi professora, jornalista e a primeira mulher negra a ser eleita e a ocupar um cargo na Assembleia Legislativa no Brasil, em 1934; em seus anos de atuação sempre pautou a defesa pela educação para todos, pelo fim do racismo e pelo direito das mulheres.
Santo André/SP em JUL/21
Moradora de Canindé, primeira favela da capital paulista, é uma das escritoras mais importantes do país. Ficou conhecida mundialmente pelo livro “Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada”, que foi traduzido para 13 idiomas, onde retratava sua vida e a relação com a fome e a cidade.
São Bernardo do Campo/SP em NOV/23
Cleone Santos foi uma mulher preta, trabalhadora, operária, mãe e avó, que dedicou toda uma vida à luta do povo pobre e pela vida e libertação das mulheres, sendo uma das fundadoras da organização Mulheres da Luz.
São Paulo/SP em FEV/24 e MAR/25
Começou a dedicar sua vida à militância na luta sindical e no Partido Comunista Brasileiro (PCB). Negociava direitos com os patrões e foi a primeira a conseguir aumentar o tempo de amamentação dentro da fábrica. Damaris Lucena foi uma grande revolucionária, líder pelo direito das mulheres trabalhadoras, assim como pela construção de uma nova sociedade livre da fome, da miséria e com melhores condições de vida para o povo trabalhador.
Belo Horizonte/MG em DEZ/23
Mulher trabalhadora cheia de energia e alinhada com a luta pelo direito à cidade e pela vida das mulheres, ela se somava desde 2017 ao Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas - MLB e entrou para o movimento Olga Benario moradia, não somente de luta por teto seguro e outros direitos básicos de sobrevivência, mas também pela garantia de um espaço para sair de outras situações de violência doméstica e de gênero que já presenciava.
Belo Horizonte/MG em MAR/16
Natural de Lajeado/RS, Espertirina nasceu em 1902 e pertencia a uma família de militantes anarquistas, operárias daquela época.
Mauá/SP em JUL/17, 2018 e JUL/21
Helenira Rezende de Souza Nazareth, mais conhecida como "Preta", estudantil na militância como líder vice-presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes), construindo diversas lutas importantes.
Guará/DF em OUT/22 e Asa Sul/DF em OUT/23
Participou da resistência à ditadura militar integrando a Ação Libertadora Nacional (ALN). Sua atuação política iniciou-se no movimento estudantil quando ainda estudava Direito, entre 1967 e 1968. Devido a sua atuação, aos 28 anos, foi presa em São Paulo, em abril de 1974, e até hoje sua família luta para saber seu paradeiro.
Cabo Frio/RJ em NOV/23
Sendo a única pessoa a sobreviver à cruel Casa da Morte - centro de tortura localizado na cidade de Petrópolis durante a Ditadura Militar - Inês Etienne Romeu representa a luta histórica das mulheres contra a violência e o fascismo no estado do Rio de Janeiro e em todo o país.
(Sala lilás) USP em NOV/24; e UFSC em ABR/25
Estudante de Jornalismo/UFPI, estuprada e morta dentro do campus da mesma universidade, por outro estudante da instituição. Janaína transcende a condição de vítima. Ela se torna um símbolo de uma luta contínua pela segurança e igualdade de gênero.
São Paulo/SP em JAN/21
Laudelina de Campos Melo, cuja mãe, alforriada pela Lei do Ventre Livre (1871), trabalhava como empregada doméstica. Participou ativamente da Frente Negra Brasileira. Foi no ano de 1936 que fundou, em Santos, a primeira Associação de Trabalhadoras Domésticas do Brasil, entidade fechada durante o Estado Novo e reaberta em 1946 com a chamada redemocratização.
Campinas/SP em ABR/23
Nos anos 70, mudou-se para o interior do país e passou a fazer parte do Destacamento C da guerrilha no sudeste do Pará, região de Caianos, no Araguaia. Trabalhou na roça em diversas atividades de plantio e também exerceu o magistério, ensinando as crianças da redondeza. Assim, pode perceber a real situação de abandono e miséria da população camponesa
Porto Alegre/RS em NOV/16
Conhecidas também como "As Mariposas", pois esse era o nome usado durante suas atividades políticas de combate à ditadura, foram assassinadas em uma emboscada da polícia secreta de Rafael Trujillo, na República Dominicana. Seus corpos foram mutilados e jogados em um barranco.
Fortaleza/CE em JUL/22
Conhecida também como "Tia Simoa", foi uma mulher negra escravizada liberta, importante protagonista na história da Abolição da Escravidão no Ceará, tendo um papel imprescindível na luta do povo negro contra a escravatura, especialmente na "Greve dos Jangadeiros", de janeiro de 1881, em Fortaleza.
Salvador/BA em NOV/21
É sobre a mulher que para lutar por si, viu que era necessário estar aliada ao coletivo. Para isso, fundou o Quilombo do Urubu, um local de destaque na batalha pela derrubada do poder escravocrata. Uma das datas simbólicas relacionadas a essa guerreira é o dia 17 de dezembro de 1826, quando ocorreu o Levante do Urubu.
Belém/PA em AGO/22
Em agosto de 2019, ajudou as companheiras do Movimento Olga a organizar o 1º Encontro Estadual no Pará, no qual foi uma das eleitas para a Coordenação Estadual. Desde então, Rayana esteve muito mais presente nas atividades ocorridas na capital paraense e fora dela também. Rayana também desenvolveu atividades junto ao Movimento Correnteza e Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB).
Curitiba/PR em MAR/24 e MAI/25
Rose foi covardemente assassinada pelo latifúndio aos 33 anos, após o atropelamento feito com um caminhão a um cordão humano de militantes da ocupação, que resultou em mais de 14 feridos e 3 mortos. Seu legado para a luta feminista e para a luta dos trabalhadores pela terra é um farol a todos os revolucionários que herdam a batalha por reforma urbana e agrária e sonham com justiça para a maioria dos brasileiros.
Salvador/BA em FEV/24
Mulher jovem, estudante de Arquitetura e Urbanismo na Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS, militante da União da Juventude Rebelião - UJR e do Partido Comunista Revolucionário - PCR. Foi brutalmente assassinada no início de 2024, na região metropolitana de Porto Alegre/RS, enquanto realizava as entrevistas finais para o seu Trabalho de Conclusão de Curso - TCC. O legado de Sarah segue vivo em todos nós e são várias as campanhas da UJR que recebem seu nome.
Recife/PE em MAR/22
Desde cedo, as perseguições políticas marcaram sua vida, já que era filha de militantes comunistas. A família perseguida politicamente foi obrigada a viver na Argentina, em Cuba e no Uruguai; ela, assim, aprendeu os valores da luta por uma América Latina livre. Ingressou no movimento estudantil, além de se dedicar a atividades artísticas como bailarina folclórica no Uruguai.